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terça-feira, 2 de junho de 2020

CHINA DIZ QUE MERCADO DE WUHAN NÃO FOI ORIGEM DA COVID-19

O local foi palco de um evento de transmissão em massa, mas o vírus já circulava no país bem antes do que se tem registro.
Nessa altura da pandemia, você já deve saber de cor a história da Covid-19: o novo coronavírus surgiu em Wuhan, na China, provavelmente em um mercado que vendia frutos do mar e animais selvagens (às vezes, vivos) em condições de higiene questionáveis. Apesar de essa ter sido, por muito tempo, a explicação mais plausível, ela já não parece ser a verdadeira. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China anunciou recentemente que
o mercado de Wuhan provavelmente não foi a origem do corona.
Segundo Gao Fu, diretor do centro, amostras de animais vendidos na feira foram testadas e todas deram negativo para o vírus. A suspeita é de que o local não tenha sido a origem da doença, mas sim palco de um evento de “supertransmissão” (o termo que está sendo usado em inglês é super-spreading): quando, em uma aglomeração, diversas pessoas são infectadas ao mesmo tempo por uma única pessoa doente. Eventos como esse já foram registrados em igrejas, festas, academias etc. Fu, no entanto, não foi conclusivo em sua fala e reiterou que sua nova hipótese só pode ser confirmada com novas pesquisas.
Essa versão condiz com outras evidências sobre a origem do vírus. A China reportou a nova doença à Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 31 de dezembro de 2019, identificando-a como uma “pneumonia de causa misteriosa” que avançava em Wuhan desde o começo de dezembro. O wet market foi considerado suspeito logo de cara, já que a maioria dos infectados tinha relação direta com o local. No dia 1o de janeiro de 2020, o mercado foi fechado pelas autoridades locais.
Porém, dos 41 primeiros casos reportados, 13 não tinham nenhum tipo de relação com o mercado de rua. Além disso, tudo indica que o vírus já estava circulando pelo país: um estudo descobriu que a primeira pessoa a ser diagnosticada laboratorialmente provavelmente foi infectada no dia 1o de dezembro e apresentou sintomas no dia 8. Documentos do governo chinês analisados pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong, apontam para a possibilidade do “paciente zero” da pandemia ter sido um homem de 55 anos infectado no dia 17 de novembro de 2019.
Um estudo de pesquisadores franceses indica que o coronavírus já estava no país no dia 27 de dezembro, quando nem se sabia da existência da doença (na época, ela ainda estava, teoricamente, restrita à China). A equipe testou sangue colhido no ano passado de pacientes internados na França com sintomas respiratórios, e descobriu que, surpreendentemente, uma das amostras continha o vírus – o que indica que ele estava se espalhando silenciosamente muito antes dos primeiros casos serem confirmados, no fim de janeiro.

Se não foi do mercado, de onde veio o novo vírus, então?
A verdade é que ninguém sabe. Evidências genéticas mostram que o coronavírus provavelmente saltou para os humanos a partir de morcegos, que carregam vírus bastante similares. Deve haver, porém, um hospedeiro intermediário na história. No caso da epidemia de Sars, em 2002, a comunidade científica demorou 15 anos para descobrir que o hospedeiro intermediário foi um bichinho chamado civeta. Não há porque pensar que o trabalho de detetive será mais simples desta vez.
Teorias da conspiração afirmam que o vírus foi criado em laboratório e liberado propositalmente. Isso não passa de especulação das mais torpes, especialmente perigosa em uma situação em que a desinformação pode custar vidas. Um estudo já demostrou que o genoma do corona é extremamente semelhante ao de vírus encontrados em morcegos selvagens – os geneticistas não encontraram evidências de manipulação.
Análises de cepas virais do Instituto de Virologia de Wuhan também mostraram que há diferenças genéticas acentuadas entre as amostras mantidas em laboratório e o vírus em circulação, o que descarta um possível vazamento.
Também fica incerto como será a relação do país com os mercados que vendem animais exóticos. Por muito tempo, o governo chinês fez uma vista grossa conveniente a esse tipo de comércio. Mas, com a pandemia e a pressão internacional, o país finalmente proibiu a prática.
Mesmo que o novo coronavírus não tenha surgido no mercado de Wuhan, outros vírus já chegaram aos humanos por esse caminho (foi o caso da Sars), e sabe-se que as condições sanitárias dos locais favorecem o surgimento de novas doenças. Espera-se que, seja qual for a origem do vírus, ela não impeça as autoridades chinesas de tomar medidas necessárias para diminuir o risco de outra crise de saúde pública.





Fonte: superinteressante

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