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terça-feira, 7 de março de 2017

AS TRIBOS INDÍGENAS QUE HABITARAM ITAPETINGA E REGIÃO

O BAIRRO CAMACAN, O HOTEL GOITACAZ, SÃO TÍTULOS EM HOMENAGEM AOS NOSSOS ANTEPASSADOS, OS POVOS INDIGENAS, QUE AQUI HABITAVAM 
O índio CAMACAN, sua tribo tinha cerca de 200 indios em Itapetinga
Quem foram os povos indígenas que habitaram a região de Itapetinga antes da chegada do homem branco? Essa pergunta é respondida pelo Escritor MIRO MARQUES de Itororó, em um texto feito tempos atrás, mas que merece ser lido para termos conhecimentos históricos sobre os verdadeiros donos dessas terras, que foram expulsos e mortos, e que nada deles deixou escrito.Uma pergunta ficou sem resposta, PARA ONDE FORAM ESSE POVOS? Confiram o texto.
 AS TRIBOS INDÍGENAS QUE HABITARAM A REGIÃO
  (Mantemos o texto original, em respeito ao autor)
Por Miro Marques
Podemos constatar a existência dos índios Camacãs, que habitaram a região Sul da Bahia, no relato do historiador Silva Campos, na obra ("Cronicas da Capitania de Sao Jorge dos Ilhéus", citado por José Dantas de Andrade"). "No inicio do século XVIII a penetração do colono no sertão (a partir de Ilhéus) era dificultada pela hostilidade dos índios das tribos Guerrens, Pataxós e Camacãs, descendentes diretos dos índios encontrados por Cabral quando aqui aportou".
Porém as regiões Sul e Sudoeste da Bahia foram visitadas por personalidades ilustres que também citaram os aldeamentos da região, como: o príncipe alemão Maximiliano Alexandre Felipe Wied Neuwied,
naturalista, e sua comitiva, em 1815/1816, e ainda os sábios cientistas holandeses Von Spix e Von Martius, em 1817. Estes últimos publicaram os seus estudos através da obra "Reise In Brazilien", nela registrando circunstanciosos relatório, que em muito contribui para o levantamento histórico da região.  Itabuna em Números, (1996).
Todavia, estudando agora, com atenção, a obra intitulada "ITAPETINGA: A PERSISTENTE BUSCA DE SUA HISTÓRIA", de autoria do Dr. Emerson Ribeiro Campos, estou a observar  a forma com a qual o nobre escritor analisa as obras históricas pesquisadas, dando a aplicação exata a sua forma etimológica, respeitando o vernáculo original e seguindo o seu raciocínio pelo vale do empirismo pertinente, reforçado pela sua experiência e até pela visitação, in loco, a alguns dos verdadeiros  locais percorridos por sua Realeza o príncipe alemão Maximiliano Wied Neuwied, por volta do século XVIII, quando conheceu e registrou pontos desta região no seu importante livro "Viagem ao Brasil". Um detalhe que chamou a minha atenção foi sem dúvida a travessia feita pela expedição de sua Realeza no Rio Catolé Grande ter sido segundo “Emerson Campos” a alguns quilômetros da cidade de Itapetinga no denominado Cachoeira Grande, Fazenda do Sr. Maurício Aguiar, perto do córrego das Duas Barras acima da cidade de Itapetinga e não abaixo como se referiu o príncipe.
O autor também se refere aos Aldeamentos do Catulé existentes a partir de 1844, chefiados e catequizados pelo Frei Luiz de Grava.
Os índios aldeados eram cerca de 125 a 200 indivíduos que plantavam mandioca e outros produtos de subsistências. Talvez tenha sido a primeira povoação do território correspondente ao atual município de Itapetinga. Pena é que tal povoação não durou muito tempo. Hoje, quem vai ao local não constata nenhum vestígio desta povoação Mais à frente, em 1851, o Diretor Geral dos Índios, Casemiro de Sena Madureira, apresenta ao governo um quadro geral dos aldeamentos do Sertão Ressaca e produz este texto: “Aldeia do Catulé, a margem do Rio Pardo, consta de Índios Camacãs dirigidos pelo missionário capuchino Fr. Reignero, quase todos ainda mais selvagens, que vai-se acostumando à catequese empregada pelo Missionário”. P/151.
Ai me pairou uma dúvida, motivo para esta indagação que ora faço: será que a aldeia que acima me referi, detectada e mapeada pelos estagiários e pesquisadores da UESC- Universidade Estadual de Santa Cruz, na divisa dos municípios de Itororó com Itaju do Colônia, não seriam uma dessas catequizadas pelos Freis em epígrafe? E os Goytacazes também citados por historiadores nesta região, de onde vieram e para onde foram? Mas, seguindo a agradável leitura, quero concordar com a questão em que o autor da obra em foco estabelece parâmetros discursivos. Levando-se em conta o principio do julgar pelo que se vê, se tornariam mesmo muito difícil para a expedição de sua Realeza o príncipe Maximiliano, envolto a enormes florestas, ter a clara noção das distancias e localizações das marcas que ele se referia históricas e que gostaria de deixá-las para posteridade, comparadas a visão e os meios técnicos que se têm hoje, e ainda diante de tantos campos e planícies em total desmatamento que nos permitem ampla visualização, fáceis meios de transporte e boa locomoção com ajuda das diversas povoações existentes, não da mesmo para se comparar àquelas. Alguns rios e riachos já secaram, negando-se ai a existência de grandes pântanos encontrados no matagal na trajetória daquela expedição.
Também acho de extrema importância se vasculhar as grandes obras e principalmente dos autores regionais porque, sempre, nalgumas delas estão contidos registros de fatos interessantes para se reportar ao público mais jovem. Por exemplo: no livro “A Imprensa e o Coronelismo no Sertão do Sudoeste”, de autoria do jornalista Jeremias Macário de Oliveira, eu encontrei uma definição sobre os índios Camacans, também citados por Silva Campos, que sempre chamou a minha atenção: “Quem são os índios Camacãs pouco lembrados nos relatos históricos regionais que ate uma cidade ganhou esse nome no Sul da Bahia em homenagem a eles?” - E aí veio à explicação abalizada de que eles são os mesmos Mongoiós ou Monoxós ou ainda Pataxós e Amborês ou Amorês ou Imbarés, descendentes dos Tupinambás. Obra supra P/21. Já o escritor, historiador e advogado Emerson Ribeiro Campos relata na obra acima citada, P/128, que houve ainda a nação dos Botocudos e por outro nome de Amborês ou Amorês que habitou a região sudoeste, e que estes eram bárbaros e ferozes guerreiros nativos se caminhariam a bater sobre os Mongoiós
Por outro lado, o Dr. José Vitalino Neto que é um profundo estudioso das etnias aborígenes brasileiras, com uma monografia indígena intitulada: “Nossos irmãos índios brasileiros”, acatada e arquivada como fonte pela FUNAI, deverá locupletar o anseio da sua longa pesquisa sobre as civilizações indígenas regionais, lendo estes citados autores.

2 comentários:

  1. Poxa!!!Que história maravilhosa,dá pra viajar virtualmente nesse tempo e imaginar como foi nossa terra e nosso povo,nossos antepassados,nossos índios.

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  2. Poxa!!História incrível,dá até pra imaginar os tempos outrora,como foi nossa terra,nossa gente,nosso povo,nossos índios,temos belas histórias para contarmos aos nossos filhos.

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