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quarta-feira, 22 de junho de 2016

INFARTOS AUMENTAM 30% NO INVERNO, ALERTA O DIRETOR DO INCOR

Os infartos – bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo do coração – aumentam 30% durante o inverno, com temperaturas médias abaixo de 14ºC, em comparação com o verão. O alerta é do professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Antônio Machado César, diretor da Unidade de Doença Coronária Crônica do Instituto do Coração (Incor).
De acordo com o cardiologista, sobretudo pessoas com doenças cardíacas, diabetes, ou hipertensão
devem se proteger do frio e de grandes contrastes de temperatura. Segundo Machado César, há três razões principais para o aumento dos ataques cardíacos no inverno: elevação das infecções respiratórias, contração dos vasos sanguíneos e maior produção de substâncias pelo fígado que favorecem a formação de coágulos.
“Com infecção respiratória, quem tem doença coronária tem mais chance de ter uma ruptura de uma placa de gordura, e ter um infarto. E, no frio, costuma-se ter mais os vasos contraídos, e ocorrer espasmos nas artérias. E se tiver uma placa em uma artéria coronária [do coração] que tiver um espasmo, pode romper a placa e levar a um infarto”, destaca o professor.
Vacinação contra gripe

O cardiologista reforça que a vacinação contra a gripe tem papel importante na diminuição dos infartos cardíacos.
“Por isso, quando se vacinam as populações contra a gripe, o idoso é prioridade, porque a medida reduz a taxa de infarto na população idosa. Uma inflamação por causa de uma infecção grave, como a gripe, tendo ou não pneumonia associada, é um motivo para ter infarto.”
Além dos três motivos apontados pelo professor, regiões em que há concentração de poluição, como a capital paulista, têm um fator a mais que favorece o surgimento de  complicações cardíacas. “No caso de São Paulo, tem a poluição que aumenta. E existe uma relação: mais poluição, mais infarto”, ressalta.
Além do aumento de casos de infarto, o cardiologista alerta que estudos indicam ainda que o frio pode fazer elevar a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame.
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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